embarque
the end
Pois é! a viagem termina hoje. está a terminar. O embarque vai ficar na net, o seu lugar já ninguém o tira, mas vai se ficar por aqui.
A razão é simples. o embarque já não faz sentido. quando o criei, tive por base a
Peste. penso que o seu autor nunca soube da sua inspiração.
A peste foi o blog de referência para mim até há uns tempos. o autor é uma anónimo cibernauta que, tal como muitos outros, usa este espaço para lhe escrever e partilhar o que pensa. e os blogs também servem para isso. no entanto, com o passar do tempo comecei a não achar tão interessante este tipo de blog e automaticamente passei esse desinteresse para o embarque.
o embarque também nunca foi o blog que eu, a dada altura, quiz que fosse. só por um par de dias me dediquei ao template. não queria que o blog fosse "bonito". queria que fosse... mais organizado para se tornar mais interessante. nunca tive paciência para tal. os próprios posts eram muito irregulares.
de qualquer das formas o embarque há de ser sempre um bom diário de um bom ano.
5 ano - intensíssimo
o 5º ano leva a vantagem de ser o que tem mais mémorias recentes. mesmo assim sei que adorei este ano que passou.
para começar fui para lisboa estagiar. as dificuldades de adaptação foram nenhumas. 0. crei até que conheço melhor lisboa do que o porto. esta cidade sim é atractiva para os jovens, onde a palavra liberdade tem mais significado (talvz pelas flores que o Santana mandou por na Avenida).
quando dei por mim, estava numa casa nova, com uma pessoa nova. depois vesti uma bata e fui para o Hospital Pulido Valente ver e dar consultas. em janeiro saltei para a Eurest Portugal e tive aí a ideia do que é trabalhar. (sou um bocado desconfiado em relação à função pública) foi uma passagem marcante. em termos de trabalho feito, não posso dizer que deixei obra. para ser franco houve alturas que me senti a atrofiar intelectualmente. mas a convivência numa multinacional é muito estimulante. por isso achei normal que tivesse saído de lá triste por não voltar mais. (cá entre nós, eles é que ficaram a perder!!!)
mas não foi a eurest que me fez gostar de Lisboa. foram as pessoas. sei que se não tivesse reencontrado quem reencontrei - brengas, pedro e atrofa - e que se não tivesse conhecido quem conheci - zé reis - a ideia que tenho hoje deste ano não seria a mesma. uma palavra especial para a pessoa que me acompanhou em muitos dos melhores e dos piores (poucos) momentos e nos melhores passeios deambulantes pelas ruas velhas e bonitas da cidade - inês.
pelo meio ainda tive tempo pa ir tomar uns canecos a mira, a ourém e visitar o santuário de fátima, ao porto, jogar futebol à meia noite em coimbra e torres vedras e santa cruz e Portugal continental de norte a sul em auto-estrada e beja e... ao brasil. e ainda... sesimbra no carnaval com a distinção da melhor noite.
foi um ano intensíssimo. foi o melhor dos 5? ainda não sei responder, mas se não foi tá lá perto.
4º ano - pastanço
o 4º ano foi o meu último ano no porto. tive essa consciência o ano inteiro. gostei muito dos 4 anos que lá passei, mas, apesar de não saber o futuro, penso que não volto para lá. a cidade tem de se adaptar para ser atrair os jovens. no fundo o porto é uma cidade pequena, com todas as suas caracteristicas, mas com muita gente...
no 4º ano, pouco ou nada fiz. as aulas começaram tarde, a matéria era pouquíssima e fácil, trabalhos, nem vê-los... ao nível da associação, fui presidente da mesa e limitei-m a isso... desliguei-m completamente. nos últimos 4 meses fiquei a morar sozinho. apesar de ter ficado maravilhado com a ideia, a verdade é que quando a experimemtei depressa concluí que nunca mais quero ter uma casa só para mim. é muita parede pa um gajo só...
assim sendo o que fiz?
para falar a verdade não sei bem mas acho que limitei-te a aproveitar o descanço.
3º ano - início
(às horas q escrevo isto os U2 estão em alvalade a dar o concerto que eu mais queria ver...)
o 3º ano foi talvez o ano da mudança. qdo cheguei a 30 de setembro ao porto, era presidente da associação de estudantes da minha faculdade. essa situação fez-me desenvolver capacidades que julgava que só os outros é que tinham. ser presidante da aefcnaup foi o acontecimento mais marcante dos 5 anos de universidade. mto do que sou hoje e que posso vir a ser deve-se a esse acto de coragem que se me despertou!
foi durante este ano que resolvi um assunto pendente que tinha a outros tantos anos, mas que uma vez mais fica nos cofres dos meus segredos. esse facto foi outro dos acontecimentos inesquecíveis que vivi, e que me faz hoje olhar de uma forma diferente em meu redor.
sei que quando terminei o 3º ano era uma pessoa diferente. tavez fosse a adultícia (existe?) a chegar.
em termos recreativos há a destacar as férias desportivas. comecou e terminou num comboio podre para e de tavira numa viagem de 12 horas. Terrível!! lá, supostamente era para fazer desporto (em que eu brilhei num majestoso cesto sem espinhas!) mas acho q só o fizemos no 1º dia. no resto, so me lembro d uma tenda, de estar de noite, de garrafões, garrafas, copos... ah, e um comboio e uma praia.
2º ano - transição
Este foi o ano que aparentemente menos recordações tenho. Mas acho que é ilusão...
Neste segundo ano descobri o significado de vida universitária. Para quem não saiba é trazer amigos/amigas para casa, ir pa casa deles, sempre de copo na mão, faltar a aulas pela manhã (ai que saudades de quando ignorava o despertador), olhar para os caloiros e perceber porque assim são chamados, deambular nos cafés...
Foi por esta altura que pela primeira vez comecei a explorar o resto do Portugal. Comecei por Lisboa, que de tanto gostar fui lá parar mais tarde.
Fui a Coimbra. Não vivi a noite coimbrã porque ia ao fim de semana, mas visitei a queima das fitas - fiz um teste, fui para casa trocar de traje para sair com o preto e de capa e lá fui de regional na companhia de um amigo. dormi no chão de uma casa numa esquina, acordei e vim novamente de regional, quente e abafado de ressaca; chegado à inbicta vi que o meu traje tava bem mais sujo que o dos caloiros que vestiam o deles pela primeira vez... e começou a queima do porto.
E ainda Leiria e a sua queima...
A 11 de Janeiro de 2002, celebrei o mítico aniversário dos 20 e recebi a mais mítica prenda. qual? fica pa mim e pa quem ma deu...
E também houve aulas e exames. Não esqueço o 17 na segunda frequência de fisiologia e o 7 de parasitologia da vovó merdinhas, e o 2 no trabalho de bioquímica
1º - o ano do cromo
para começar posso dizer que no início deitava-me às 22h00. penso que mais não seria necessário dizer para justificar o título.
li recentemente que a adolescência cada vez termina mais tarde. não tenho dúvidas que por esta altura a" idade da parva" ainda estava remanescente. a favor tive a sorte de encontrar um bom grupo de amigos e uma cidade acolhedora. contra - uma certa falta de orientação. não sabia bem o que queria, por isso não sabia o que fazia.
as adversidades foram muitas. comecei numa casa (cuja entrada era por uma garagem) com 3 desconhecidos, que desconhecidos ficaram, pois cada um trancava-se no seu quarto. mas em janeiro já estava num belo apartamento junto do meu companheiro (nada de confundir com parceiro) dos 4 anos seguintes. depois chovia imenso; todos os dias; nunca choveu tanto na minha memória; até em julho não me esqueço.
tive o meu primeiro chumbo. ai a depressão... (no terceiro já estava superada a crise devido à confrontação)
bati o recorde de vindas a madeira (6 vezes) e de bebedeiras (talvez seja por isso que não tenho muitas recordações). as noites foram na ribeira, no be bar, no academia, no ribeirinha.
e pronto, foi o meu primeiro ano!
resumir 5 anos em 5 posts
meus amigos e amigas, os meus próximos 5 posts (salvo enorme imprevisto) serão dedicados a cada um dos meus 5 anos de faculdade.
luis cabral
há pouco vi parte do "diga lá excelêcia". este é para mim um dos melhores programas informativos da tv nacional (e até acho que dá à mesma hora do heman sic e do fiel e infiel da TVI). hoje apareceu por lá um economista, que eu desconhecia por completo, radicado nos states: Luís Cabral.
O homem tem toda a pinta de cromo (gostei particularmente do risco exemplarmente rectilínio do cabelo abrilhantado), mas pareceu saber do que fala. numa breve pesquisa pela net dei com o seu
site pessoal. tão simples e cativante, que o achei digno de o publicitar. para grande surpresa minha, o homem não é só bom em contas como tem jeitinho para a pintura. o currículo, esse então é esmagador. genial!
fim?
sinto que um ciclo de 5 anos (começou a 27 de setembro de 2000) está em contagem decrescente...
no dia que fui à casa da música
que foi hoje!
após a visita guiada, fui apanhar o autocarro para lisboa. por falta de informação fui da batalha à cordoaria e tornei à batalha, sempre com um saco nada leve às costas.
quando o autocarro começou a andar reparei que ao meu lado ia um interrailer (italiano, acho eu) e na fila ao lado uma rapariga de origem asiática e um imigrante de leste. (aqui chinesa e ucraniano)
antes de chegar a coimbra, auto estrada abaixo, o ucraniano atirou-se literalmente para cima da chinesa. ao reparar, tentei me aperceber do que se passava, ao que reparei que o homem tava bêbedo. apanhado em flagrante começou a me chatear a mim, só que teve respostas pouco convidativos a um futuro diálogo. lá se calou.
chegado a coimbra, para mudar de autocarro, constatei que o wc da estação tinha o pior cheiro que alguma vez experimentei em locais do género. após esta forte esperiência confirmei que o interrailer não vinha sózinho. trazia o namorado consigo...
ainda em coimbra, houve um overbooking de causa não explicada, ao que os responsáveis locais queriam resolver despachando parte dos timorenses que vinham em grupo. é claro que não aceitaram e com isto a viagem atrasou meia hora...
quando o novo autocarro saiu finalmente da estação, os gays estavam já juntos como sempre quiseram, o ucraniano sentou-se novamente ao lado de uma rapariga nova e atrás de mim começaram dois pretos a falar do savimbi e do matorras.
por momemntos não soube bem onde estava, julguei-me algures no 3º mundo (não por causa da multiculturalidade mas por causa da desorganização da empresa e pelas garagens!) e achei por isso normal olhar à volta para ver se vinham galinhas a esvoaçar.